Inspiração

Mulheres que inspiram #UmPassoAlém

aline e ellen

O que faz uma advogada virar artista plástica e uma engenheira ambiental cantar parabéns para um vazamento de água? O desejo de transformar e mudar para melhor.

Continuando a falar de mulheres que nos inspiram, aqui vai a história da Ellen Dobrowolski  e da Aline Matulja.

Ellen Dobrowolski

Ellen Dobrowolski

Ellen Dobrowolski é advogada que hoje se dedica à artes: seu passo além é promover a cultura no seu bairro e usar a arte para conectar e ser feliz.

Cascas de árvore, uma flor que cai, folhas secas. Elementos banais do dia-a-dia, no seu estado mais simples, ganham importância pelas mãos da Ellen, advogada de formação que mudou de vida e se encontrou nas artes. Em sua nova série, ela se inspira nos elementos da natureza para criar esculturas e caleidoscópios.

“É uma tentativa de chamar a atenção pras pequenas coisas da vida. Não quero criar um contexto complexo ou brilhante para esse trabalho, apenas tento mostrar que as plantas, no seu estado mais simples, tem seu espaço na arte. Elas estão ali com tanta textura, cor, leveza, vida, formas, perspectivas. ”

E nessa busca, seus passos foram esbarrando nos passos de outros artistas pela Urca, onde ela mora, e cenário que serve de inspiração para a artista. A química foi imediata, e Ellen se inspirou ainda mais, e deu mais um passo além: a criação do UrcArte, um grupo que reúne artistas do bairro. Hoje, eles já são 25, e dos encontros vai sair um trabalho coletivo. A ideia? Uma obra conjunta, com pedacinhos da arte de cada um.

Aline Matulja

Aline Matulja

Aline Matulja é engenheira ambiental: seu passo além é usar o humor para promover o ativismo de quarteirão.

Se você já esbarrou pela cidade com um comboio cantante de gente fantasiada em cima de bicicletas, você já viu a Aline.  Rir é um instrumento transformador na visão dessa ambientalista que aderiu ao humor para gerar transformações positivas.

“Eu era assídua de manifestações cicloativistas. A gente saía a noite num comboio de bicicletas pela cidade, fantasiados, cantando, conversando e agregando mais gente. Mas aí uma nova linha de “militantes” dominou o movimento e começou a agredir verbalmente quem estava de carro nas ruas. Alguns insistiam que aquilo não podia ser diversão: “era coisa séria”. Minha sensação era de que aquela postura muito mais afastava do que angariava simpatizantes ao movimento. Eu, que amava sair aquela pedalada de guerrilha pacífica, abandonei o movimento”, conta.

Abandonou esse movimento, mas não a leveza e as ações de mudança. Um enorme vazamento de água potável na rua onde mora, que já durava um mês, chamou a atenção de Aline. Os registros na Cedae de nada adiantaram. E então, lá foi ela de novo:

“Organizamos o aniversário do vazamento: bolo, balão, chapeuzinho. Fazia calor, então enchemos uma piscininha de plástico com a própria água do vazamento. Chamamos os vizinhos que de início ficaram um pouco ressabiados em parar “tudo” pra participar daquilo. Cantamos parabéns, nos conhecemos para além do “bom dia” e nos engajamos juntos a acabar com aquele absurdo.”

Quem passava, parava, ria ao saber do motivo e ficava pra um pedacinho de bolo. O parabéns foi fotografado e acabou nas redes sociais,  e daí para os principais jornais da cidade. Assim, a Cedae consertou  o vazamento. E desse jeito, sempre com felicidade, a ambientalista segue transformando. Faz picnic na praça para promover o Lixo Zero e gincana no interior do Maranhão para falar de saneamento.

A mensagem dela para o mundo?” Num tempo de batalhas iminentes, tenha sempre um sorriso na manga!”

É isso aí, Aline! Estamos com você nesse passo!

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